Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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14 de junho – Santo Eliseu, profeta

Eliseu era um rico proprietário de terras, natural de Abelmeula, discípulo e sucessor de Elias. O maior taumatúrgico dos profetas do Antigo Testamento, porém, não deixou nada por escrito, embora tenha, fortemente, preanunciado a salvação para todos os homens. Eliseu faleceu em 790 a.C., em Samaria.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 13 jun. 2023.

14 de junho – Monsenhor André Sampaio

QUANTO ENGANO DAQUELES QUE ACHAM QUE AS CONQUISTAS MATERIAIS POR SI SÓ SUSTENTAM A VIDA E DÃO GLÓRIAS

“Nos tempos modernos tudo passa rápido e não se percebe, justamente pela agitação do dia a dia, com todo o modernismo não há tempo para Deus, Ele se torna uma figura distante e cada vez mais rara nos corações. Quanto engano daqueles que acham que as conquistas materiais por si só sustentam a vida e dão glórias. Reflita verdadeiramente se Deus participa do seu dia a dia ou só é lembrado quando a dificuldade bate à porta. Vivenciar os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo é crer que as conquistas materiais são empréstimos e as conquistas morais são eternas. Renegar Jesus e sua presença em nossa caminhada é como renegar a nós mesmos. Por isso Jesus nos deixou essa máxima: ‘Se você negar a mim, eu também te negarei perante meu Pai’. Uma boa reflexão a todos nós!”

Monsenhor André Sampaio

13 de junho – Monsenhor André Sampaio

A INGRATIDÃO É UM DOS PIORES DEFEITOS QUE ALGUÉM PODE TER

“Infelizmente há pessoas que estão sempre recebendo ajuda e não conseguem perceber que são afortunadas. Por mais que se faça por elas nunca estão satisfeitas. Estão sempre cobrando dos outros o que elas mesmas não são capazes de fazer. São pessoas que recebem ajuda nos momentos difíceis, e que sempre tem alguma alma nobre para lhes prestar auxílio.  Ainda assim, não sabem reconhecer a bondade Divina, a lhes colocar sempre alguém no caminho para lhes amparar e socorrer. A isso chamamos de ingratidão. A ingratidão é um dos piores defeitos que alguém pode ter. Ela nasce do orgulho. O orgulho não permite que a pessoa reconheça o bem que recebe tampouco que seja agradecida. Só que a vida sempre cobra aquilo que fazemos de errado. Chega o momento em que o ingrato perde as regalias e só então reconhece o bem recebido, só que tarde demais. Aí vem o remorso a cobrar a atitude orgulhosa e egoísta. Por tudo isso, sejamos gratos por tudo sempre, pois estamos aqui para aprendermos a sermos humildes e caridosos, único caminho para a paz e a felicidade!”

Monsenhor André Sampaio

13 de junho – Santo Antônio de Pádua, sacerdote franciscano e doutor da Igreja

Santo Antônio de Pádua, século XVII (© Musei Vaticani)

Seu nome de batismo é Fernando. Nasceu em Lisboa, Portugal, por volta do dia 15 de agosto de 1125, no seio de uma nobre família. Com 15 anos, entra para a Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Preparou-se para o sacerdócio no mosteiro de Santa Cruz, em Coimbra. Sendo ordenado sacerdote, com 24 anos de idade, foi encaminhado à carreira de filósofo e teólogo. Mas, desejava uma vida religiosa mais severa. A reviravolta deu-se em 1220, quando chegaram à igreja de Santa Cruz os restos mortais de cinco missionários franciscanos, torturados e assassinados em Marrocos.

Da regra agostiniana à regra franciscana

Fernando decidiu deixar os Cônegos agostinianos para seguir as pegadas de São Francisco de Assis; escolheu ser chamado Antônio, para imitar o santo anacoreta egípcio. Amadureceu um forte impulso à missão e, seguindo este ideal, partiu para o Marrocos. Porém, contraiu uma doença e foi obrigado a um repouso forçado, sem poder pregar. Não teve outra opção a não ser ir para a Itália. No entanto, o navio no qual embarcou, naufragou no golfo da Sicília. Tendo-se restabelecido, em 1221, foi parar em Assis, onde Francisco havia convocado todos os seus frades. Esta foi uma ocasião propícia para conhecê-lo pessoalmente, não obstante tenha sido um encontro simples. Revigorando sua escolha de seguir a Cristo, na fraternidade Franciscana, Antônio foi enviado ao eremitério de Montepaolo, na Romanha. Ali, dedicou-se, sobretudo, à oração, meditação, penitência e trabalhos humildes.

Antônio pregador

Em setembro de 1222, Antônio foi enviado a fazer pregação em Forlì, onde revelou seu talento. Das suas palavras emergiram uma profunda cultura bíblica e simplicidade de expressão. A Assidua, a primeira biografia de Santo Antônio, narra: “A sua língua, movida pelo Espírito Santo, começou a raciocinar sobre muitos assuntos, com ponderação, de modo claro e conciso”. Desde então, Antônio começou a percorrer o norte da Itália e o sul da França, pregando o Evangelho aos povos e povoados, muitas vezes confusos pelas heresias do tempo, sem poupar críticas contra a decadência moral de alguns expoentes da Igreja. No ano seguinte, em Bolonha, foi mestre de Teologia para os frades que se formavam. Foi o próprio Francisco que, com uma carta, conferiu-lhe este encargo, autorizando-o a ensinar e recomendando-lhe também a não se descuidar da oração.

A escolha de Pádua

Pelos seus talentos, que Antônio demonstra saber colocar ao serviço do Reino de Deus, com 32 anos foi nomeado superior das Fraternidades franciscanas do norte da Itália. Ao cumprir tal função, visitou, incansavelmente, os numerosos Conventos, sob a sua jurisdição, e abriu outros. No entanto, continuou a atrair grandes multidões com suas pregações, transcorrendo diversas horas no confessionário e a reservar, para si, momentos de retiro em solidão. Decidiu estabelecer-se em Pádua, junto à pequena comunidade franciscana da igreja de Santa Maria Mater Domini. Não obstante a sua pouca presença, instaurou com a cidade um forte ligação, prodigalizando em prol dos pobres e contra as injustiças. Precisamente em Pádua, teriam sido escritos os Sermones, um tratado para instruir os coirmãos à pregação do Evangelho e ao preceito dos Sacramentos, sobretudo, da penitência e da Eucaristia.

A pregação da Quaresma, em 1231, é considerada seu testamento espiritual, à qual se deve incluir a sua dedicação amorosa, por horas e horas, às confissões. Após as celebrações pascais, abatido por problemas de saúde e consumido pela fadiga, Antônio aceitou retirar-se por um período de convalescença; depois, com alguns coirmãos, aceitou o convite de um período de descanso e de meditação em um pequeno eremitério, em Camposampiero, a poucos quilômetros de Pádua. Pediu que lhe fosse adaptado um simples refúgio sobre uma grande nogueira, onde transcorrer os dias em contemplação e em contato com a gente humilde da periferia do campo, voltando para o eremitério só à noite. Ali, deu-se a visão do Menino Jesus.

No dia 13 de junho, Antônio sentiu-se mal; entendendo que a sua hora se aproximava, pediu para morrer em Pádua. Foi transportando por um carro de boi, mas, ao chegar à Arcella, um bairro às portas da cidade, expirou murmurando: “Vejo o meu Senhor!”.

Reconhecido pela influência de Santo Agostinho, Antônio conjugou, de modo original, mente e coração, pesquisa teórica, prática das virtudes, estudo e oração. Doutor da Igreja, Santo Antônio é simplesmente chamado em Pádua como “o Santo”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 12 jun. 2023.

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Por Mauro Nascimento