Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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05 de julho – Monsenhor André Sampaio

PROCUREMOS NOS ATER MAIS AO QUE NOS FAZ BEM

“As mais belas coisas da vida estão em mínimos gestos que muitas vezes nem percebemos, porque buscamos em momentos grandiosos a beleza da vida. Não devemos nos preocupar se hoje não podemos nos proporcionar momentos grandiosos, devemos sim nos preocupar sempre em fazer o melhor que podemos e utilizar nossas energias em coisas que realmente mereçam o nosso esforço. Procuremos nos ater mais ao que nos faz bem e deixemos de lado tudo aquilo que nos machuca e nos faz mal. Jamais devemos nos esquecer que o pouco é muito e este pouco é que nos proporcionará realmente o conhecimento do que significa a beleza da vida para nós.”

Monsenhor André Sampaio

05 de julho – Santo Antônio Maria Zacarias, presbítero, fundador dos Barnabitas

Imagem de Santo Antônio Maria Zacarias no Colègio San Francesco, em Lodi (Itália)

Com 36 anos, Antônio contribuiu para o avanço da Igreja no século XV: fundou os Clérigos de São Paulo, as Angélicas de São Paulo – primeiro exemplo de Irmãs fora da clausura – e os Casados de São Paolo, um grupo de leigos casados, que se dedicava ao Evangelho. Acusado de heresia, Roma o absolveu.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 04 jul. 2023.

 

André Valadão: palavras incendiárias e a responsabilidade dos líderes religiosos

“Agora é a hora de tomar as cordas de volta e dizer: Pode parar, reseta! Mas Deus fala que não pode mais. Já meti esse arco-íris aí. Se eu pudesse, matava tudo e começava de novo. Mas prometi que não posso, agora tá com vocês. Não entendeu o que eu disse? Agora, tá com vocês! Deus deixou o trabalho sujo para nós” (Pastor André Valadão, 02/07/2023).

No atual contexto social, a disseminação de mensagens carregadas de ódio e intolerância representa um desafio para a coexistência pacífica e o respeito à diversidade. As afirmações feitas pelo Pastor André Valadão recentemente têm suscitado várias indagações sobre a responsabilidade dos líderes religiosos em promover o diálogo e criar um ambiente inclusivo. Nessa reflexão, examinaremos essa controvérsia, destacando a importância de uma comunicação responsável, baseada no amor e no respeito ao próximo.

Líderes religiosos têm uma influência significativa sobre suas comunidades e, portanto, precisam ser conscientes do poder de suas palavras. Embora seja fundamental exercer a liberdade de expressão, é igualmente essencial que essa liberdade seja exercida com responsabilidade. Ao proferir declarações que promovem o ódio e a violência contra qualquer grupo, inclusive a comunidade LGBTQIA+, há uma clara violação da responsabilidade de disseminar valores de amor, tolerância e respeito que são centrais em muitas tradições religiosas.

Além do mais, as palavras de Valadão também revelam uma contradição teológica. Ao afirmar que “Deus deixou o trabalho sujo para nós”, ele parece esquecer que Deus é concebido como onipotente, onipresente e onisciente nas principais religiões monoteístas. A natureza de Deus não está sujeita a limitações humanas e não requer intervenção humana para alcançar Seus propósitos. Portanto, tais afirmações contradizem a própria essência do conceito divino.

A disseminação de mensagens que incitam o ódio pode ter consequências devastadoras. Palavras carregadas de intolerância alimentam o preconceito e a discriminação, levando a um ambiente de hostilidade. Essa hostilidade pode culminar em atos violentos, colocando em risco a vida e a dignidade das pessoas LGBTQIA+. Nesse sentido, a fala irresponsável do pastor contribui para a construção de um clima de violência, contrapondo-se ao princípio fundamental de amor e compaixão que muitas religiões defendem.

Em tempos de polarização, é imprescindível que líderes religiosos assumam um papel de agentes de reconciliação e promotores do diálogo construtivo. A diversidade de pensamentos, crenças e orientações sexuais deve ser acolhida com empatia e respeito, permitindo que as diferenças sejam debatidas e compreendidas em um ambiente seguro e inclusivo. É necessário lembrar que todas as pessoas merecem dignidade e proteção, independentemente de orientação sexual.

Portanto, a controvérsia envolvendo as declarações do Pastor André Valadão nos faz refletir sobre a importância da responsabilidade na comunicação religiosa.

Mauro Nascimento 

04 de julho – Beato Pier Giorgio Frassati

Beato Piergiorgio Frassati

Pier Giorgio nasceu em Turim, em 1901, no seio de uma família da alta burguesia: seu pai, Alfredo, jornalista e dono do jornal “La Stampa”, era amigo íntimo de Giolitti, que o enviou a Berlim como embaixador. Sua mãe era uma pintora famosa: Vitório Emanuele III comprou uma das suas obras, exposta na Bienal de Veneza. Na família Frassati, a fé não era bem “de casa”; não obstante, o Senhor soube abrir alas nos corações dos homens, dispostos a dar-lhe ouvido.

Combater o sistema por dentro

Pier Giorgio não se sentia à vontade na classe social onde vivia, nem na sua vida no lar, onde a fé era um elemento mais formal do que essencial. Passou sua infância com a irmã Luciana, mais nova de um ano; era a sua única confidente, uma vez que os contrastes com seus pais se tornavam cada vez mais evidentes: Pier Giorgio não era um excelente estudante, pelo menos até entrar para o Instituto Social dos Padres Jesuítas.

Ao se formar, passou a estudar Engenharia mecânica, com especialização em mineração, para seguir de perto os mineiros, que, na época, eram considerados os mais explorados dos explorados.

Infelizmente, não conseguiu concluir seu curso de graduação, em vida, mas apenas o título “honoris causa”, em 2002. A sua prioridade não eram os estudos, mas a oração, a Eucaristia e a caridade. Por isso, o jovem preferiu ficar em casa, junto com a família.

“Passava o tempo” a serviço da caridade

Os contrastes, unilaterais, com o pai, não tardaram: seu pai Alfredo começou a definir o filho como “homem inútil”, dizendo que “andava à toa” pelas ruas da cidade, frequentando pessoas que não estavam à sua altura.

Por sua vez, Pier Giorgio era uma pessoa sempre sorridente, aceitava as repreensões de modo sereno, como uma eterna criança: assim, se comportava com o próximo necessitado, apesar de não agir da mesma forma com os jovens da sua classe; contudo, demonstrava a todos verdadeiro amor e participação nos sofrimentos humanos.

Nos últimos anos de vida, Pier Giorgio Frassati participou, praticamente, de todas as Associações católicas, desde a Conferência de São Vicente à Ação Católica e à FUCI, e sempre prestava a sua ajuda e serviço aos mais indigentes.

Empresa de Transporte “Frassati” 

Os amigos de Pier Giorgio zombavam dele, chamando-o Empresa de Transporte “Frassati”, porque sempre visitava os “porões” dos pobres e os casebres da periferia de Turim, uma cidade de grandes Santos e intelectuais, mas também de tantos operários, pobres e excluídos as sociedade.

O jovem Frassati levava de tudo às casas dos mais necessitados: alimentos, roupas, lenha, carvão, móveis, gastando todo o dinheiro que sua família lhe dava, que diminuía sempre mais.

No entanto, Pier Giorgio se aproximava, sempre mais, da espiritualidade dos Dominicanos, a ponto de se tornar Terciário.

Ao transferir-se a Berlim, teve a oportunidade de conhecer, pessoalmente, o Padre Karl Sonnenschein, o “São Francisco alemão”, uma presença que o levou a se questionar sobre a possibilidade de ser sacerdote, uma ideia que Pier Giorgio deixou de lado porque achava que não tinha vocação.

Contudo, o jovem continuava a ser feliz: deixava as ocasiões mundanas para ir à Missa; ao invés da companhia dos jovens burgueses, preferia estar com os pobres, que saciava, a sua sede de viver o Evangelho. Seria um erro pensar que ele era um tipo estranho ou isolado, pelo contrário, repleto da verdadeira vida, era um grande apaixonado, entre outras coisas, pela montanha, da qual era um entusiasta alpinista.

Finalmente o amor ou, talvez, não

Certo dia, entre um grupo de escaladores, Pier Giorgio conheceu Laura Hidalgo, da qual se apaixonou: um amor, que manteve oculto dentro de si, em seu coração, seja para “não colocá-la em embaraço”, seja para não ser um ulterior problema para a sua família, visto que ela pertencia a uma classe social bem mais inferior: um sacrifício que poucos jovens, no lugar de Pier Giorgio, conseguiriam enfrentar. Ele, porém, enfrentava tudo com sorriso nos lábios, porque sabia, nas profundezas do seu espírito, que o verdadeiro amor era outro: aquele que o aguardava na sua iminente vida eterna, que, talvez, começava a entrever, chegando até a desejar o dia do seu nascimento para o céu, que chamava “o dia mais lindo de todos”.

No último período da sua existência terrena, Pier Giorgio fundou a “Sociedade de Tipos Estranhos”, cujos membros, “desonestos e vigaristas”, recebiam apelidos engraçados: o de Pier Giorgio era Robespierre. Estes tipos faziam excursões, contavam piadas, mas, acima de tudo, aspiravam à amizade mais profunda, fundada no vínculo sagrado da oração e da fé. Era uma verdadeira amizade cristã, em certos aspectos, profética para a maioria da associatividade leiga da Igreja, que haveria de vir.

Morte repentina

No dia 30 de junho de 1925, toda a família Frassati estava preocupada com a saúde da avó Linda, que veio a falecer no dia seguinte. Assim, ninguém percebeu que Pier Giorgio sentia uma profunda dor de cabeça, a ponto de não querer se alimentar. Precisamente ele, que era sempre tão bonito e saudável! No entanto, sua família percebeu isso no dia do enterro da avó, porque o rapaz nem conseguia levantar da cama. Mas, já era tarde demais: foi acometido por uma meningite fulminante, que ceifou a sua vida no dia 4 de julho, com apenas 24 anos de idade.

Milhares de pessoas participaram das suas exéquias, sobretudo os pobres de Turim, que ele havia ajudado ou, até mesmo, apenas tocado com a sua vida repleta de Deus. “Não reconheço meu filho!”, murmurou o pai, impressionado com a multidão presente. Assim, a sua tristeza se tornou ainda mais dolorosa.

“Primeiro milagre” de Pier Giorgio

Seu pai, Alfredo Frassati, era inconsolável por compreender quem era seu filho, somente no momento em que o perdeu para sempre. Seu coração estava arrasado, porque Pier Giorgio havia deixado um grande vazio, um silêncio ensurdecedor. Entretanto, Alfredo não teve medo de enfrentar o sofrimento: deixou-se escavar, profundamente, pela dor e, aos poucos, aquele vazio foi preenchido pela Luz e a Palavra de Deus. Desta forma, o pai se aproximou da fé, que amadureceu no fim da sua vida – ele faleceu em 1961, – provocando-lhe uma conversão poderosa e maravilhosa, que muitos consideraram, talvez, com razão, o “primeiro” milagre de Pier Giorgio.”

Oração a Pier Giorgio Frassati:

Senhor Jesus, dai-nos a coragem de voar alto,

fugir da tentação da mediocridade e da banalidade;

tornai-nos capazes, como Pier Giorgio,

de aspirar às coisas mais nobres,

com tenacidade e constância,

e acolher, com alegria, o vosso convite à santidade.

Livrai-nos do medo de não conseguir

ou da falsa modéstia de não ser chamados por Vós.

Concedei-nos a graça,

que vos pedimos, por intercessão de Pier Giorgio,

e a força para continuar, com fidelidade,

no caminho, que conduz, verdadeiramente, “ao alto”.

Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 03 jul. 2023.

04 de julho – Monsenhor André Sampaio

QUANDO ESTIVERES EM APUROS ELEVA O TEU PENSAMENTO E COM O TEU CORAÇÃO BUSCA ESSA FORÇA

“A esperança nasce no coração do homem sempre que ele volta seus olhos para Deus e nada pode impedi-lo dessa busca, de seguir esse caminho. Todo aquele que crê é capaz de realizar grandes  transformações, pois a fé fortalece e propicia forças para aquele que nela se ampara.

Não importa o tipo de transformação que desejas, buscas primeiro a tua Fé e serás capaz de mover montanhas. O medo não pode ser o teu empecilho porque a Fé em Cristo anula qualquer dificuldade que possas ter.

Quando estiveres em apuros eleva o teu pensamento e com o teu coração busca essa força. Verás que o auxílio para aquele que crê é imediato, pois sentirá seguro e amparado.

Quando estiveres triste busca também essa Fé de que tudo passará e de que nunca estarás sozinho. A Fé também nos induz ao pensamento de Amor e de atenção de que somos objeto por parte do Cristo, pois Ele jamais nos abandona. Cristo também tem Fé em cada um de nós. Fé na nossa capacidade de transformação, de aceitação, de aprendizado, de Amor.

Quando sentires vontade inicia a tua transformação com Fé e Amor e tudo receberá do plano espiritual, como amparo, Amor e compreensão. Ajuda-te que o céu te Ajudará!!! Para isso é necessário que a vigilância esteja presente.

Vigia os teus pensamentos, gestos e ações para contigo e para com o próximo. Desde o pequeno detalhe, pensamento, até as grandes decisões, pois tudo que fazes de bom ou de ruim refletirá primeiro em ti e depois naqueles que te rodeiam.  Assim, enche o teu coração de luz, para que a luz se faça presente na tua vida através da tua Fé.

Acredite que as lutas passam, que os ventos fortes se acalmam, que as feridas são curadas e que a fé, o amor e o perdão nos levam a grandes conquistas.

Nem tudo nessa vida acontece como a gente quer, mas tudo que está nas mãos de Deus acontece como deve acontecer, com perfeição e no tempo devido.

Existe na verdade o nosso tempo e o tempo de Deus, mas o que prevalece é o tempo Dele. Inúmeras vezes gostaríamos que as coisas acontecessem de uma forma, mas que acaba acontecendo de outra.

Temos que ter fé e muita paciência e deixar as coisas acontecerem.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento