Katholikos

Catolicismo de maneira inclusiva

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16 de julho – Nossa Senhora do Carmo

Nossa Senhora do Carmo, de Pietro Novelli, 1641

A Ordem dos Carmelitas, uma das mais antigas na história da Igreja, embora considere o profeta Elias como o seu patriarca modelo, não tem verdadeiro fundador, mas tem grande amor: o culto a Maria, honrada como a Bem-aventurada Virgem do Carmo. “O Carmelo – disse o cardeal Piazza, carmelita – existe para Maria e Maria é tudo para o Carmelo, na sua origem e na sua história, na sua vida de lutas e triunfos, na sua vida interior espiritual”. Elias e Maria estão unidos numa narração que tem sabor de lenda. Refere o Livro das instituições dos primeiros monges: “Em lembrança da visão que mostrou ao profeta a vida desta Virgem sob a figura de uma pequena nuvem que saída da terra e se dirigia para o Carmelo (1Rs 18, 20-45), os monges, no ano 93 da Encarnação do Filho de Deus, destruíram sua antiga casa e construíram uma capela no monte Carmelo, perto da fonte de Elias, em honra desta primeira Virgem voltada a Deus”.

Expulsos pelos sarracenos no século XIII, os monges que haviam entretanto recebido do patriarca de Jerusalém, santo Alberto, então bispo de Vercelas, uma regra aprovada em 1226 pelo papa  Honório III, se voltaram ao Ocidente e aí fundaram vários mosteiros, superando várias dificuldade, nas quais, porém, puderam experimentar a proteção da Virgem. Um episódio, particularmente, sensibilizou os devotos: Os irmãos suplicavam humildemente a Maria que os livrasse das insídias infernais. A um deles, Simão Stock, enquanto assim rezava a Mãe de Deus apareceu acompanhada de multidão de anjos, segurando nas mãos o escapulário da ordem e lhe disse: “Eis o privilégio que dou a ti e a todos os filhos do Carmelo: aquele que for revestido deste hábito será salvo”.

Os críticos consideram espúria, isto é, não autêntica, a bula de João XXIII em que se fala deste privilégio sabático de ficar livres do inferno e do purgatório no primeiro sábado após a morte, mas muitos papas falaram disso em sentido positivo. Numa bula de 11 de fevereiro de 1950, Pio XII considerava a “pôr em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário que está ao alcance de todos”: entendido como veste mariana, esse é de fato ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste, enquanto sacramental haure o seu valor das orações da Igreja e da confiança e amor dos que o usam.

Fonte:

SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um Santo para cada dia, 15ª Edição: 2011, Ed. Paulus, p. 209-210.

16 de julho – Monsenhor André Sampaio

O QUE FAZER COM A INVEJA?

“Ao preceituar que não cobicemos as coisas alheias, o décimo mandamento nos previne contra uma ‘doença espiritual’ muito séria: a inveja.

Todo homem possui dentro de si um apetite sensível que o faz desejar coisas agradáveis que não possui. Este apetite em si mesmo não é prejudicial nem pode ser considerado pecado. O problema surge quando o desejo saudável passa a ser ‘avidez’, pois ela remete ao pecado da inveja. O décimo mandamento: ‘não cobiçar as coisas alheias’, trata justamente dessa desordem do querer.

A inveja é a tristeza de ver o outro feliz, de ver o outro agraciado. E a tristeza também é um pecado, pois, onde existe tristeza, existe um deus morto.

A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um mal grave ao próximo, é um pecado mortal: ‘Santo Agostinho via na inveja o pecado diabólico por excelência. Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o desprazer causado pela sua prosperidade’ (São Gregório Magno e CIC 2539).

Com a inveja evidencia-se ainda um outro pecado: o da idolatria, pois o invejoso coloca-se no lugar de Deus e quer que o verdadeiro Deus esteja sujeito às suas veleidades. É por isso que enxergar em tudo a mão divina, em tudo o sustento da mão poderosa do Senhor e agradecer por isso é a melhor maneira de curar-se desse mal.

O homem moderno acredita que a justiça de Deus significa que todos devem ser iguais, o que não é verdade. Deus distribui seus dons de modo que uns precisem dos outros sempre. Para a luta contra a tristeza, contra a inveja e contra a idolatria a melhor arma é a ação de graças.

‘Quereríeis ver Deus glorificado por vós? Pois bem, alegrai-vos com os progressos de vosso irmão e imediatamente Deus será glorificado por vós. Deus será louvado, dirão, porque seu servo soube vencer a inveja, colocando sua alegria no mérito dos outros’ (São João Crisóstomo).

Portanto, agradecer a Deus sempre e por todas as coisas é sair do estado de esquecimento produzido pela inveja. É ter em mente que nada é merecido, que Deus não é devedor de absolutamente nada, mas que cada um é AGRACIADO por Ele, que é o Sumo Bem e a Suma bondade.”

Monsenhor André Sampaio

15 de julho – Monsenhor André Sampaio

“Como é bom sentir a presença de Deus na nossa vida, saber que Ele está sempre ao nosso lado nos amparando com a sua mão divina! Mesmo quando nos sentimos sozinhos e perdidos, o Senhor está conosco, mostrando a direção certa para seguirmos pelo melhor caminho!

Somos seres vitoriosos pelo simples fato de estarmos vivos, por ganharmos uma nova oportunidade todos os dias de conquistar algo novo e de procurar ser melhor em todos os sentidos. Sou muito agradecido por todas as vitórias que já alcancei na minha vida, das mais difíceis àquelas mais simples, que conquistamos todos os dias.

A cada vitória me sinto mais vivo, mais abençoado, mais amado e ainda mais protegido. A cada vitória tenho mais certeza que as próximas batalhas também serão vencidas, o medo já não é mais um obstáculo e por isso o meu Deus me deixa sempre muito agradecido!”

Monsenhor André Sampaio

15 de julho – São Boaventura de Bagnoregio, cardeal, bispo de Albano e doutor da Igreja, franciscano

São Bonaventura, Vittore Crivelli

“O ódio à falsidade é inerente à alma; mas todo ódio surge do amor; portanto, o amor à verdade e, principalmente, à verdade pela qual a alma foi feita, está muito mais arraigado na alma.”

Natural de Bagnoregio, “cidade onde também morreu”, nas proximidades de Viterbo, João Fidanza era filho de um médico. Percebeu logo que não queria seguir a profissão do pai. Segundo uma lenda, que também explicaria a adoção do seu nome religioso, o encontro com São Francisco de Assis teria sido decisivo em sua vida. De fato, quando era criança, o Santo o curou de uma doença grave: fazendo o sinal da cruz em sua testa, exclamou: “Oh! boa ventura!” Aos 18 anos, foi estudar em Paris, onde entrou para a Ordem dos Frades Menores. Ao concluir seus estudos, em 1253, tornou-se magister. Assim, conseguiu a licença para ensinar teologia.

Hostilidade com as Ordens mendicantes

Na época, explodiu uma luta interna terrível entre os professores seculares e os pertencentes às Ordens mendicantes, que, por certo tempo, não eram reconhecidas pelas universidades. A rivalidade surgiu no início da Idade Média, quando, no século XII, a Igreja havia condenado os movimentos religiosos do pauperismo como hereges, até que o Papa Inocêncio III os incluiu no corpo eclesial, sob a dependência direta do Papado. Porém, em 1254, a tensão voltou à gala, com a publicação de uma obra, que profetizava o advento de uma nova Igreja, fundada única e exclusivamente na pobreza, que deveria se concretizar em 1260.

Cardeal franciscano

No entanto, em 1257, Frei Boaventura tornou-se Ministro Geral dos Frades Menores, cargo que o obrigou a deixar o ensino e fazer viagens por toda a Europa. Em 1260, escreveu uma nova biografia de São Francisco, intitulada a Legenda Maior, que substituía todas as biografias existentes e tinha como objetivo fortalecer a unidade da Ordem, – que já contava 30 mil frades, – ameaçada tanto pela corrente espiritual quanto pelas tendências mundanas. Giotto inspirou-se nesta obra para pintar a série de Histórias de São Francisco. Em 1271, ao voltar para Viterbo, ofereceu sua contribuição para a resolução do famoso Conclave, o mais longo da história, que elegeu seu amigo, Gregório X. Este Papa, dois anos depois, o consagrou Bispo de Albano e Cardeal, confiando-lhe a tarefa de organizar, em Lyon, um Concílio para a unidade entre a Igreja latina e a grega. Precisamente durante este Concílio, após fazer duas intervenções, Boaventura faleceu em 1274.

A Filosofia a serviço da Teologia

Em 1588, o Papa Sisto V o incluiu entre os Doutores da Igreja – que, na época, eram seis – junto com São Tomás de Aquino: Boaventura com o título de Doutor seráfico e Tomás com o de Doutor angélico. Sua contribuição para a doutrina teológica foi muito importante: partindo, antes de tudo, do pensamento de Santo Agostinho, expressou a necessidade de submeter a filosofia à teologia, uma vez que o objetivo desta última é Deus. Assim, a filosofia poderia apenas ajudar na busca humana de Deus, levando o homem de volta à sua dimensão interior – a alma – para reconduzir a Deus. São Boaventura afirmava ainda que Cristo é o caminho de todas as ciências e que, somente a Verdade revelada, podia potenciá-las e uni-las em vista da meta perfeita e única, que é sempre o conhecimento de Deus. Por isso, o Santo, que defendia a tradição patrística e combatia o aristotelismo, chegou à conclusão de que o único conhecimento possível só era possível através da contemplação.

A expressão da SS. Trindade no mundo

Ainda de origem agostiniana, também a elaboração da teologia trinitária de São Boaventura foi muito importante. Na prática, ele afirmava que o mundo era uma espécie de livro, no qual emerge a Trindade, da qual fora criado. Logo, Deus, Uno e Trino, está presente como “vestígio” ou marca em todos os seres animados e inanimados: como “imagem”, nas criaturas dotadas de inteligência, como o homem; como “semelhança”, nas criaturas justas e santas, tocadas pela Graça e animadas pelas virtudes da fé, esperança e caridade, que as tornam filhas de Deus.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 14 jul. 2023.

14 de julho – Monsenhor André Sampaio

FAÇA SUA ORAÇÃO PELO AMOR E NÃO SÓ QUANDO ESTIVER NA DOR 

“Através da oração, conversamos com Deus e nos colocamos como somos, filhos necessitados de amparo. Quando fazemos a oração verdadeiramente com nossos corações entregues a Deus, colocamo-nos a disposição para sermos amparados e auxiliados. Na oração devemos nos entregar de coração e deixar fluir em nós as bênçãos e a graça de Deus, que nos dará a força necessária para continuarmos a nossa peregrinação terrestre. Não deixe para fazer suas orações somente nos momentos difíceis, procure manter o hábito da oração, agradeça pelo que tem, agradeça a oportunidade do aprendizado de cada dia, agradeça pela família que tem e por tudo que conquistou, desta forma você estará sempre em harmonia com os ensinamentos que Nosso Senhor Jesus nos deixou. Faça sua oração pelo Amor e não só quando estiver na dor, porque Jesus está sempre com você em todos os momentos.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento