Catolicismo de maneira inclusiva

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11 de abril – Santa Gema Galgani, Virgem de Lucca, terciária passionista

Santa Gema Galgani, Jules Ernest Livernois

Gema Galgani passou por sofrimentos desde a sua tenra idade. Tinha apenas sete anos quando sua mãe faleceu; mas, a sua família foi atingida ainda por outros lutos: a morte do irmão Gino, seminarista, e depois a do pai.

Tendo os irmãos Galgani ficado à beira da miséria, Gema foi acolhida por uma tia. Sofrendo por algumas enfermidades, como osteíte nas vértebras lombares e mastoidite, ficou acamada por vários meses. No interim, leu a biografia de São Gabriel de Nossa Senhora das Dores, pela qual ficou muito impressionada.

Transcorria o ano de 1899, quando Gema recuperou a saúde, após invocar a intercessão de Santa Margarida Maria Alacoque e fazer uma novena.

Amor a Jesus e dom dos estigmas

A jovem Gema sentia profundamente o desejo de consagrar-se ao Senhor, mas, por diversos motivos, não conseguiu ser religiosa claustral. Isto, porém, não lhe impediu mergulhar na contemplação de Jesus Crucificado.

No dia 8 de junho de 1899, Oitava de Corpus Christi e véspera da festa do Sagrado Coração de Jesus, a jovem recebeu os estigmas, que reapareciam, periodicamente, na noite de quinta-feira até às 15 horas de sexta-feira. Por certo período, os estigmas se manifestaram quase todos os dias.

Alguns, porém, expressaram perplexidade sobre a autenticidade destes sinais. Contudo, o Padre Germano Ruoppolo, postulador geral dos Passionistas e grande estudioso de mística, a defendeu.

Durante a sua vida mística, Gema manteve muitos colóquios com Jesus, Maria, o Anjo da Guarda e São Gabriel de Nossa Senhora das Dores. Tais colóquios encontram-se no seu epistolário, Diário e Autobiografia.

Últimos dias de vida

Gema ficou hospedada na casa dos Giannini, em Lucca, que, para ela, foram uma verdadeira família, até à sua morte.

Em maio de 1902, foram diagnosticados, em Gema, sintomas de tuberculose. Por isso, teve que se transferir para outro apartamento, vizinho ao da família Giannini.

Sua morte ocorreu no dia 11 de abril de 1903, Sábado Santo, enquanto os sinos anunciavam a Ressurreição de Cristo.

Trinta anos depois, o Papa Pio XI a beatificou e, em 1940, Pio XII a canonizou, definindo-a “estrela do seu Pontificado”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 11 abr. 2023.

10 de abril – Santa Madalena de Canossa, virgem, fundadora das Filhas e dos Filhos da Caridade 

Santa Madalena de Canossa, 1835

Madalena Gabriela de Canossa, descendente da famosa Matilde de Canossa – que havia favorecido a anulação da excomunhão do imperador Henrique IV, por parte do Papa Gregório VII – nasceu em 1° de março de 1774, no nobre palácio em Verona, que pertencia à sua família, pouco distante do Arco dos Gavi, de onde se podia admirar o rio Ádige.

Com apenas cinco anos, ficou órfã de pai; dois anos depois, foi abandonada pela mãe, que recasou com o marquês Zenetti de Mântua. A educação de Madalena e de seus quatro irmãos foi confiada, nos anos seguintes, a uma governanta francesa, bastante severa, que não compreendendo o caráter da menina, a tratava com excessiva dureza.

Aos quinze anos, Madalena foi acometida por uma febre misteriosa, como também por uma dor isquiática violentíssima e uma grave forma de varíola. Estas doenças causaram-lhe asma crônica e uma dolorosa contração nos braços, que pioraram com o passar dos anos. Durante a convalescença, desabrochou nela a vocação religiosa e o desejo de entrar para o convento; porém, era atormentada pelo pensamento de ter que deixar os muitos pobres e necessitados, que afluíam ao átrio do palácio paterno, que sustentava em muitas maneiras.

Primeiras experiências no Carmelo

Seu confessor, o carmelita Estêvão do Sagrado Coração, a aconselhou a fazer um período de experiência no mosteiro de Santa Teresa, em Verona e, depois, naquele das Carmelitas Descalças, em Conegliano.

Após alguns meses, ambas as experiências concluíram-se com sua volta a casa, por não ser idônea à vida claustral. Porém, a Priora do Convento de Verona escreveu-lhe: “Deus manifestou, com clareza, a sua não idoneidade para a vida de religiosa Descalça; porém, isso não queria dizer que a recusava como Esposa”. Então, a Priora propôs-lhe outro diretor espiritual, Padre Luís Líbera, que a exortou a prestar um serviço de caridade na sua família e no mundo. Em 1799, Madalena recolheu da rua duas jovens abandonadas e as colocou, provisoriamente, em um apartamento no bairro mal afamado de São Zeno.

Em 1804, hospedou, em seu palácio, Napoleão Bonaparte, de passagem por Verona. Napoleão teve a oportunidade de conhecer e admirar Madalena e seu zelo apostólico; por isso, ofereceu-lhe um ex Mosteiro das Agostinianas.

Assim, nasceu o primeiro Instituto das Filhas da Caridade, aprovado, em 1816, pelo Papa Pio VII. Ali, Madalena deu catecismo e assistência aos enfermos, mas, sobretudo, instituiu escolas para a educação e formação de moças.

Filhas da Caridade

Muitas jovens foram atraídas pelo carisma de Madalena e das suas coirmãs. Com o passar do tempo, surgiram novos Institutos em Veneza, Milão, Bergamo e Trento.

Na Congregação era rejeitada toda forma de tristeza ou melancolia. A fundadora aconselhava, mais que um rigor excessivo, um sereno abandono à vontade de Deus.

No Instituto de Bergamo, Madalena fundou o primeiro Centro para professoras camponesas e, a seguir, a Ordem Terceira das Filhas da Caridade, aberto também às mulheres casadas ou viúvas, que se dedicavam, sobretudo, à formação das enfermeiras e professoras.

Três Ave-Marias

Nos últimos anos da sua existência, Madalena começou a ter frequentes crises de asma e fortes dores nas pernas e nos braços. Na rude cela do seu convento não havia nem um genuflexório: para rezar, – dizia -, eram suficientes os degraus diante da janela.

Em 10 de abril de 1835, pediu à suas coirmãs para segurá-la em pé, a fim de rezar as três Ave-Marias a Nossa Senhora das Dores, à qual tinha uma devoção toda especial. Na terceira Ave-Maria, – narram – elevou os braços ao céu e, com um grito de alegria e de mãos postas, reclinou a cabeça no ombro de uma coirmã. Madalena Gabriela de Canossa foi beatificada, em 1941, por Pio XII e, em 1988, canonizada por João Paulo II.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 10 abr. 2023.

 

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Por Mauro Nascimento