Catolicismo de maneira inclusiva

Categoria: Santo do dia (Página 70 de 75)

06 de maio – São Lúcio de Cirene

Existem pelo menos 22 santos com este nome. Hoje é festejado, segundo as indicações do Martirológio Romano, o mais antigo e mais desconhecido de todos.

Nos Atos dos Apóstolos, Lucas afirma que Lúcio atuava na comunidade cristã de Antioquia, juntamente com outros profetas e doutores, como Barnabé, Simeão, também chamado Níger, Manaém e Saulo (At 13,1).

Ele era de Cirene, na Líbia, onde foi bispo, nos primeiros tempos do cristianismo. Esses cinco profetas, segundo o que dizem os registros de Jerusalém, representavam o governo da primitiva Igreja de Antioquia.

Como vimos, só há a indicação do lugar da origem de Lúcio que não deve ser confundido com o mártir homônimo, procedente ele também de Cirene e martirizado sob o governo do imperador Diocleciano. Esse mártir, entretanto, não foi bispo e é venerado em outra data.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 05 mai. 2023.

05 de maio – São Núncio Sulprício, jovem operário de Nápoles

São Núncio Sulprício

“Estejam sempre com o Senhor, porque dele vem todo bem. Sofram, com alegria, por amor a Deus.”

Foram poucos os anos de serenidade na brevíssima existência deste Santo.
Núncio nasceu na região italiana dos Abruços. Aos seis anos de idade, ficou órfão de pai e mãe. Confiado à sua amada avó materna, com ela aprendeu a ir à Missa e a conhecer a Jesus, amadurecendo, no seu interior, um forte desejo de assemelhar-se a Ele, cada vez mais. Com o falecimento da sua avó, aos nove anos, foi agraciado: de fato, seu tio, a quem foi confiado, o obrigou a trabalhar na sua oficina de ferreiro, pouco adequada para um menino daquela idade: ali, Núncio começou a trilhar o caminho doloroso de Jesus rumo à cruz.

Um jovem operário, órfão e explorado

Núncio teve que transportar cargas pesadas, percorrer longas distâncias a pé, sob o sol quente, a chuva, a neve ou o vento, usando sempre a mesma roupa, em todas as estações.
No entanto, o jovem nunca reclamava: mantinha seu pensamento em Jesus e começou a oferecer seus sacrifícios pela remissão dos pecados do mundo e “ganhar o paraíso”.

Certo dia, porém, uma ferida no seu pé entrou em gangrena. Seu tio e nem os próprios habitantes tiveram dó dele, pelo contrário, até o proibiram de se lavar com a água da localidade para se desinfetar, por medo que pudesse contagiá-los. Então, Núncio descobriu um pequeno riacho em Riparossa, – hoje considerada uma fonte milagrosa – onde passava muito tempo rezando o Terço.

Em Nápoles, entre os “Incuráveis”

Em 1831, devido às suas condições de saúde precária, Núncio teve que enfrentar uma primeira hospitalização em Áquila. Ali, ele se tornou conhecido, por todos os pacientes, pela sua fé, pelas suas obras de caridade com os outros enfermos e pelas suas lições de catecismo às crianças.

Enfim, outro tio ficou sabendo da sua situação e o apresentou ao coronel Félix Wochinger, um importante soldado de Nápoles, que se compadeceu pelo seu estado de saúde e o submeteu a todos os tratamentos possíveis da época sobre a sua doença óssea, até a fazer banhos termais em Ischia.

Núncio ficou muito tempo internado no hospital dos Incuráveis, em Nápoles, onde, finalmente, fez sua Primeira Comunhão.

Encontro com Wochinger, um segundo pai

Núncio melhorou, por um breve tempo. Ao receber alta do hospital, foi morar com o coronel, que vivia em uma espécie de quartel em Maschio Angioino de Nápoles. Entre os dois, instaurou-se uma bela relação entre pai e filho, que lhe permitiu aprofundar a sua fé.

Núncio queria consagrar-se ao Senhor, mas, enquanto esperava amadurecer mais a sua vocação, pediu ao seu confessor para aprovar uma regra de vida, que seguiu escrupulosamente: longas horas de oração, meditação e estudo, além da Missa de manhã e da reza do Terço à noite. Porém, este período de serenidade foi interrompido pela exacerbação da sua doença e pelo diagnóstico que, para Núncio, seria uma sentença de morte: câncer nos ossos.

Vocação ao sofrimento

Núncio procurou manter a sua força até o fim: consolava o coronel – que já o chamava de “pai” – na certeza da promessa de que um dia ambos se abraçariam no céu.

Transcorria o ano de 1836. A situação de Núncio tornava-se, cada vez mais, desesperadora: tinha febre muito alta, mas a suportava com suas orações, oferecendo seu sofrimento pelas conversões e pela Igreja.

A morte aliviou a sua dor no dia 5 de maio, com a idade de apenas 19 anos, após ter recebido os Sacramentos. Em volta do seu corpo, dilacerado pelas chagas, difundiu-se um incrível perfume de rosas.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 04 mai. 2023.

 

03 de maio – Santos Filipe e Tiago o Menor, apóstolos

Santos Filipe e Tiago o Menor, apóstolos (© BAV, Vat. lat. 14701, f. 312v)

Estes dois Santos têm muitas coisas em comum: eles se conheceram porque faziam parte dos Doze, que Jesus chamava Apóstolos, ou seja, os discípulos mais próximos dele. Ambos viveram com Cristo e o seguiram; depois, começaram a obras de evangelização e, por isso, foram martirizados. Os dois foram sepultados, juntos, na Basílica chamada Santos XII Apóstolos, que, no início, era dedicada apenas aos dois.

“Filipe, vem e segue-me”

Quando Jesus encontrou Filipe, lhe disse apenas: “vem e segue-me”. Isso foi suficiente para ele mudar de vida.

Natural de Betsaida, Filipe, que já era discípulo de João Batista, esperava o Messias há muito tempo. Quando Jesus começou suas pregações, o recompensou: foi um dos primeiros a receber a chamada. Ele esteve com Jesus no deserto, um pouco antes do milagre da multiplicação dos pães e dos peixes: foi ele que lhe perguntou onde poderiam encontrar tantos pães para saciar a fome de todas aquelas pessoas, que tinham vindo para ouvir suas palavras. Filipe esteve ao lado de Jesus até o fim, na Última Ceia, quando lhe pediu para mostrar a eles o Pai do Céu.

Depois de Pentecostes, o Apóstolo atravessou a Ásia Menor evangelizando os povos Citas e Partos, obtendo muitas conversões. Enfim, ao chegar a Hierápolis, na Frigia, foi pregado de cabeça para baixo em uma cruz em forma de X, na qual morreu como mártir.

Tiago, o “irmão” de Jesus

São Paulo o chama “irmão” de Jesus, um epíteto que designava os parentes mais próximos da família. De fato, segundo algumas fontes, Tiago teria sido o primo de Cristo, filho de Alfeu, que era irmão de São José. Tiago também tinha um irmão, que também era discípulo de Jesus: Judas Tadeu.

Tiago, também chamado o Menor, para distingui-lo de Tiago Maior, que o sucedeu à frente da Igreja de Jerusalém, onde, no ano 50, presidiu a um importante Concílio, durante o qual foram tratados diversos assuntos, importantes para a época, como a circuncisão. Porém, antes destes acontecimentos, Tiago se encontrava ao lado de Cristo, que lhe apareceu após a Ressurreição.

Tiago sempre teve uma conduta exemplar: não comia carne, não bebia vinho e observava os votos. Por isso, não causa surpresa o fato de ter recebido o apelido de “o Justo”.

Autor das primeiras Cartas “católicas” do Novo Testamento, Tiago recorda, de modo particular, aquela que observa o seguinte: “a fé sem obras é morta”.

São Tiago Menor morreu como mártir, provavelmente por apedrejamento, entre os anos 62 e 66.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 02 mai. 2023.

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Por Mauro Nascimento