Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 53 de 168)

09 de dezembro – Monsenhor André Sampaio

O TEMPO DO ADVENTO NOS CONVIDA A SERMOS DISCRETOS 

“Aprendamos que a discrição é uma grande virtude. Há pessoas que adoram fazer alarde, especialmente quando se trata de apontar as falhas e os erros dos outros. Essas pessoas se sentem bem em espalhar o mal que acomete a vida dos outros, como se elas fossem imunes. Quando ouvirmos qualquer falatório sobre a vida de outrem devemos nos calar e evitar emitir opinião a respeito. Ninguém sabe o dia de amanhã. Hoje é alguém que conhecemos que passa por dificuldades e amanhã poderemos ser nós. Só se manifeste quando solicitado por quem sofre a dificuldade. Evite fofocas e maledicência. Isso tudo faz muito mal para todos os que se envolvem. Seja você a cortar essa corrente do mal, não dando continuidade à maledicência. Ser discreto demonstra santificação. No mundo em que vivemos todos estão sujeitos a errar, pois ainda não aprendemos a guardar conosco somente as grandes virtudes. Ainda estamos em caminho, em aprendizado, em evolução e qualquer um pode sofrer uma queda. Então, se não puder ajudar, ao menos não fomente o mal.”

Monsenhor André Sampaio

09 de dezembro – São João Diogo Cuauhtlatoatzin

São João Diogo Cuauhtlatoatzin, Miguel Cabrera

Na manhã do dia 9 de dezembro de 1531, um índio de 57 anos passava por um terreno pedregoso, onde até as plantas não cresciam.

Alguns anos antes foi batizado com o nome de Juan Diego, mas seu nome original era “Cuauhtlatoatzin”, que, em asteca, quer dizer “grito da águia”.

Certo dia, o camponês estava indo da sua aldeia à Cidade do México: era um sábado, dia em que os missionários espanhóis dedicavam à catequese. Ao chegar à colina Tepeyac, Juan Diego foi atraído por uma coisa estranha: um canto de passarinhos, que nunca havia ouvido antes e, depois, uma voz suave rompeu o silêncio e o chamou: “Juantzin, Juan Dieguinho”! O homem subiu para o cume da colina e se defrontou com uma jovem mulher, cujo vestido brilhava como o sol. Ele se ajoelhou diante dela e maravilhado a ouviu dizer: “Eu sou a Perfeita sempre Virgem Maria, mãe do Deus único e verdadeiro”.

Um sinal para acreditar

A Senhora confiou uma tarefa a Juan Diego: narrar ao Bispo o que lhe havia acontecido, para que construísse um templo mariano aos pés da colina. Não era fácil narrar uma coisa incrível! De fato, o Bispo, Dom Zumarraga, não acreditou no que disse.

À noite, sobre a colina, o fracasso da sua narração não impediu a Senhora a convidar Juan Diego a tentar novamente, no dia seguinte.

Desta vez, o Bispo fez-lhe algumas perguntas a mais sobre a aparição, permanecendo sempre cético. No entanto, pediu ao índio para levar-lhe um sinal, para que seu conto não fosse uma fábula.

O camponês apresentou o pedido à Senhora, que concordou em lhe mandar um sinal no dia seguinte. Porém, aconteceu um imprevisto: o índio soube que seu tio enfermo estava em fim de vida. Depois de uma noite de sofrimento, o homem sentiu a necessidade urgente de chamar um sacerdote. Assim, na manhã do dia 12, Juan Diego pôs-se a caminho, mas, ao chegar a Tepeyac, procurou mudar de rota para evitar um novo encontro com a Senhora.

O prodígio da tilma

Seu gesto foi inútil. A Senhora apareceu novamente diante dele e lhe perguntou o motivo de tanta pressa. Envergonhado, o camponês jogou-se no chão e, pedindo perdão, explicou-lhe tudo. A senhora o acalmou, dizendo: “Seu tio está curado”! Ao invés, convidou Juan Diego a subir a colina para recolher algumas flores e levá-las ao Bispo. Entre as pedras, tinham nascido lindas “flores de Castela”, uma coisa impossível em meados de dezembro. O índio recolheu algumas flores e as colocou na sua “tilma”, um manto de lona grosseira que usava, e foi para a Cidade do México.

Depois de uma longa espera, foi levado até o Bispo. Juan Diego conta-lhe os novos acontecimentos e, depois, abriu seu manto diante dos presentes. Naquele instante, em sua “tilma” ficou estampada a imagem da Virgem, o ícone que se tornou famoso e venerado em todos os lugares.

O guardião da Virgem

Desde então, o caminho ficou aplainado. O Bispo pediu para ser acompanhado até ao local das aparições e, assim, começaram as obras. Em 26 de dezembro, já estava pronta a primeira Capela aos pés da colina do milagre. Juan Diego, viúvo há alguns anos, pediu e conseguiu permissão para morar em uma pequena casa adjacente à Capela.

Por mais 17 anos, até 1548, São Juan Diego permaneceu o fiel guardião de Nossa Senhora, a Virgem morena.

Em 31 de julho de 2002, São João Paulo II o proclamou Santo.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 07 dez. 2023.

08 de dezembro – Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria

Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria

Nove meses antes do nascimento de Maria (8 de setembro), a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria. Esta festa foi aprovada pelo Papa Sisto IV, em 1476, e, depois, de modo extensivo para toda a Igreja, por Clemente XI, em 1708.

Reunindo a doutrina secular dos Padres e Doutores da Igreja, dos Concílios e de seus predecessores, Pio IX proclamou, solenemente, em 1854, o Dogma da Imaculada Conceição: “Declaramos, confirmamos e definimos a doutrina, revelada por Deus, que a Bem-aventurada Virgem Maria foi preservada e imune de toda mancha do pecado original, desde o primeiro instante da sua concepção, por graça particular e privilégio de Deus Todo-Poderoso, pelos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano” (Bula Ineffabilis Deus, 1854).

«Naquele tempo, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem prometida em casamento a um homem de nome José, da casa de Davi. A virgem se chamava Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Ave, cheia de graça! O Senhor está contigo”. Ela se perturbou com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse: “Não tenhas medo, Maria, pois encontraste graça junto a Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai. Ele reinará para sempre sobre a descendência de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria, então, perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço o homem?” E o anjo respondeu: “O Espírito Santo descerá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer será chamado santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na sua velhice. Este já é o sexto mês daquela que era chamada estéril, pois para Deus nada é impossível”. Então Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra”. E o anjo se retirou» (Lc 1,26-38).

Um sonho de amor

O texto do Evangelho, que a liturgia nos propõe na segunda leitura para esta festa, é extraído da Carta aos Efésios (1,3ss). Trata-se de um hino de louvor, glória, bênção, para celebrar o “desígnio” de Deus sobre a humanidade: “Bendito sejais Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoastes com toda a bênção espiritual… e nos escolhestes… para sermos santos e irrepreensíveis… e adotados como filhos”. Um sonho e um plano, que encontra em Maria o seu modelo: santa e imaculada.

Um sonho violado e restabelecido

Este sonho foi violado pelo pecado de Adão e Eva, que a liturgia nos apresenta, hoje, na primeira leitura. O sonho de Deus contempla a liberdade do homem e da mulher de dizer “sim ou não”.No “sim” de Maria, Deus retoma seu sonho original e prepara o “terreno” para que seu Filho Unigênito, Jesus, se faça homem no seio de uma mulher. Um “sim” que vem depois de um momento de hesitação e perplexidade, mas que, no fim, cede por amor, porque não pode responder não ao Amor, ao qual se coloca à disposição. Em Maria, cheia de graça, toda bela, toda pura, toda santa, resplandece a beleza de Deus, que se torna obra-prima do amor de Deus.

Todos são predestinados

Todos nós “somos predestinados”, repletos de todas as bênçãos e escolhidos para sermos santos e imaculados. Logo, a Virgem Maria não deve ser apenas “admirada”, com ternura e estupor, mas “imitada”, para que a beleza de Deus possa brilhar sobre a terra, graças aos muitos “sim”, que homens e mulheres de hoje continuam a dar, sob o exemplo e a intercessão de Maria, a Imaculada Conceição.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 05 dez. 2023.

08 de dezembro – Monsenhor André Sampaio

“E a vida segue lentamente à espera de nós, precisando da reação de cada um que realmente queira a modificação interior. Tarefa difícil porque a cada escolha errada temos que reagir e nos esforçarmos para retomarmos o caminho, mas para quem confia na providência Divina, nada é impossível, tudo é uma questão de tempo, coragem, força e perseverança. A vida é uma caixinha de surpresas a cada dia nos revela uma nova tarefa e para que possamos entender esta revelação precisamos estar atentos aos acontecimentos e ações do dia a dia. Sejamos firmes em nossas escolhas para que a cada revelação da caixinha da vida possamos estar prontos ao entendimento e principalmente ao aprendizado que ela nos dá, serão muitos os desafios pois nada que nos engrandece espiritualmente é fácil, mas tenhamos a certeza que se houver em nós a determinação para continuar seremos vitoriosos em nossas batalhas. Confiemos em Deus e principalmente em nosso potencial de mudança, porque não basta apenas crermos que Deus está conosco se não fizermos a nossa parte na caminhada da vida.”

Monsenhor André Sampaio

07 de dezembro – Monsenhor André Sampaio

“Todos vivem em busca da paz. Há aqueles que imaginam que terão paz se tiverem muito dinheiro, poder e posição social. Outros sonham em ter uma saúde física perfeita. Há aqueles outros que pensam que conquistar um amor lhes trará a paz também. Notamos que muitos conseguem tudo o que desejam e muito mais, porém descobrem que a paz não veio com todos os seus desejos satisfeitos. Não conseguem perceber que a paz que buscamos está dentro de nós mesmos. A paz é um estado de espírito. Quando estamos bem intimamente, e isto independe de fatores externos, podemos sentir a paz reinar dentro de nós. O mundo pode desabar lá fora, mas continuamos em paz. Sabem por quê? A resposta é simples: Aqueles que sentem a paz encontraram Deus dentro de si. Deus está em todos os lugares, em toda parte e principalmente, dentro de nós. Quando aprendemos a ouvi-lo dentro de nós encontramos a paz. Ouvir a Deus é colocar em prática os seus ensinamentos, os quais nos foram passados, há mais de dois mil anos por Jesus Cristo. Ficar em paz é estar com a consciência tranquila por saber que está se fazendo todo o bem possível e acima de tudo amando a Deus, auxiliando, perdoando e amando ao próximo como a si mesmo. A paz é um estado de espírito!”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento