Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 39 de 167)

13 de janeiro – São Hilário, bispo de Poitiers e doutor da Igreja

São Hilário (© BAV, Vat. lat. 8541, f. 102r)

Origens e conversão

As notícias sobre a vida deste verdadeiro Defensor Fidei são poucas, mas abundantes as obras teológicas que nos deixou.

Nascido em uma família abastada gálico-romana e pagã, Hilário recebeu uma sólida formação literária e filosófica. Entretanto, só depois da sua conversão ao cristianismo, – como ele mesmo declarou em uma das suas obras – conseguiu entender o sentido do destino do homem. Com a leitura do prólogo do Evangelho de São João, começou a dar orientação à sua busca interior.

Já adulto, casado e pai de uma filha, Hilário recebeu o Batismo e, entre os anos 353 e 354, foi eleito Bispo de Poitiers.

Luta contra a heresia

O período histórico, em que Hilário viveu, era caracterizado por um pluralismo religioso e cultural, que, com pesadas polêmicas, colocava em risco o núcleo central da fé cristã. De modo particular, as doutrinas de Ário, Ebion e Fotino – só para citar algumas – encontraram terreno fértil, tanto no Oriente quanto no Ocidente, por difundirem heresias trinitárias e cristológicas, que comprometiam o núcleo central da fé cristã.

Com coragem e profunda competência, Hilário começou a sua “luta” contra a polêmica trinitária e, de modo especial, contra o arianismo. Por sua parte, ele afirmava que Cristo podia ser o salvador dos homens, somente como verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Neste clima incandescente, Hilário pagou com o exílio seu compromisso pelo restabelecimento da ordem, no pensamento teológico, e pelo retorno da verdade.

Exílio e retorno a Poitiers

Durante o século IV, sob o império de Constâncio, filho do imperador Constantino o Grande, Hilário escreveu uma súplica ao imperador – Liber II ad Constantium – pedindo-lhe para se defender, publicamente, na sua presença, das acusações que Saturnino de Arles lhe havia imputado, injustamente, considerando-o traidor da verdadeira fé evangélica, que, como tal, o obrigava ao exílio na Frígia – atual Turquia – por quatro anos.

Subornado pelos arianos, que queriam se livrar de Hilário, Constantino o manda de volta a Poitiers, onde, ao invés, foi acolhido com triunfo. Ali, retomou suas atividades pastorais, contando com a colaboração do futuro Bispo de Tours, São Martinho, que, sob a direção de Hilário, fundou, em Ligugé, o mosteiro mais antigo da Gália, com o objetivo de deter os efeitos da heresia.

Nos últimos anos de vida, Hilário compôs um volume, com comentários de 58 Salmos, como também escritos exegético-teológicos e hinos de teor doutrinal. Entre as suas obras, destaca-se o Comentário sobre o Evangelho de Mateus, o mais antigo em língua latina. Suas obras foram publicadas por Erasmo de Rotterdam, em Basileia, em 1523, 1526 e 1528. Santo Hilário de Poitiers faleceu no ano 367.

Palavras de Bento XVI

Em 2007, continuando o ciclo de catequeses sobre os Padres Apostólicos, o Papa Bento XVI deteve-se sobre a figura de Hilário de Poitiers, resumindo o núcleo da sua doutrina nesta fórmula do Santo: “Deus não sabe ser nada mais, senão amor; não sabe ser outra coisa, senão Pai. Quem ama não é invejoso; quem é Pai o é na sua totalidade. Este nome não admite acordos, como se Deus fosse Pai, em certos aspectos, e não em outros”.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 08 jan. 2024.

12 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“É interessante observarmos que as pessoas calmas, onde quer que estejam, criam um ambiente de paz e harmonia à sua volta. Por outro lado, há pessoas que aonde chegam, causam tumulto e agitação, muitas vezes gerando brigas e desentendimentos. Pessoas nervosas e agitadas causam desequilíbrio em si mesmas, e naqueles que estejam ao redor, o que não é bom para elas nem para os outros. Assim, busquemos agir sempre com calma e paciência e criaremos dentro de nós e ao nosso redor um mundo de paz e harmonia. Tudo fluirá naturalmente, de uma forma leve e tranquila. A calma e a paciência devem ser constantes em nossas vidas, pois agindo dessa maneira evitaremos muito sofrimento desnecessário para nós e para os outros. Com calma tudo se resolve, pois a mente fica clara e aberta para as soluções que estão sempre muito próximas de nós. Sejamos instrumentos de paz!”

Monsenhor André Sampaio

12 de janeiro – Santo Antônio Maria Pucci, presbítero

Santo Antônio Maria Pucci, presbítero

“Não é preciso ter um vida longa, mas aproveitar a hora que Deus nos dá para cumprir nosso dever”. Certas inclinações são inatas, embora o ambiente em que se nasce e cresce possa influenciar muito.

Assim, Antônio Maria Pucci, que na infância era chamado Eustáquio, nasceu em uma família de camponeses, pobre de recursos, mas rica de fé. O menino tinha como passatempo preferido ajudar seu pai no cuidado da igreja, participar das funções e receber a Comunhão.

No período em que vivia no norte da Toscana, no século XIX, o jovem poderia ter sido uma ótima ajuda na lavoura, mas o Senhor o chamou e ele entrou para uma Ordem consagrada a Nossa Senhora: os Servos de Maria Santíssima.

“O pequeno pároco” de Maria

Ordenado sacerdote em 1843, Antônio Maria tornou-se Definidor Geral da sua comunidade, mas ele mais gostava de ser pároco na igreja de Santo André, em Viareggio, onde permaneceu por 48 anos.

Para todos, Padre Antônio Maria – nome que escolheu ao emitir seus votos – era o “pequeno cura”, sempre sorridente e, além do mais, sempre pronto a ajudar os outros.

Precursor das formas organizacionais, próprias da Ação Católica, criou, praticamente, uma associação para cada um de seus paroquianos, dando grande impulso ao compromisso dos leigos no seio da Igreja: para os jovens, fundou a Companhia de São Luís e a Congregação da Doutrina Cristã; para os homens, fundou a Companhia mariana de Nossa Senhora das Dores; para as mulheres, a Congregação das Mães Cristãs. Deu início também a uma Ordem religiosa feminina: as “Manteladas” de Viareggio, para a assistência das crianças enfermas.

“Parecia um anjo!”

Embora necessitasse de ajuda para manter as suas muitas obras, Antônio foi o primeiro a “arregaçar as mangas” e a ir de casa em casa, entre os pobres, para levar o que mais precisavam. Não guardava nada para si, nem roupas. Durante os dias, em que exercia seu ministério, que pareciam intermináveis, nunca se descuidava da oração: muitas vezes, seus paroquianos o viam êxtase, ficando suspenso ou caminhando sem pôs os pés no chão, tanto que muitos exclamam: “Parece um anjo”!

Assim era o Padre Antônio! Durante a epidemia de cólera, em 1854, tornou-se o anjo dos enfermos. A sua prática heroica de caridade, enfraqueceu seu físico, a ponto de ser acometido por uma pneumonia fulminante, em 1892, quando faleceu.

Antônio Maria Pucci foi beatificado por Pio XII, em 1952, e, dez anos depois, canonizado por São João XXIII.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 08 jan. 2024.

11 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Os tempos modernos criam valores fictícios, o culto ao consumismo, ao supérfluo, ao descartável. Trabalha-se simplesmente para consumir, para manter a expansão e reprodução do capital. O trabalho perde a centralidade de justificar a existência humana para virar apenas alienação. As religiões se multiplicam em milhares, às vezes a diferença está na vírgula da bíblia. Veem-se inúmeras pessoas que saem do culto, da missa ou de outra coisa que o valha, batendo no peito, com a consciência do dever cumprido. Mas no dia-a-dia são incapazes de um aperto de mão, de um sorriso, de uma simples palavra de conforto para seus semelhantes. Os prazeres autênticos da vida, os projetos maiores de felicidade, de mundo, de vida, são substituídos pela hipocrisia, pela covardia, pela violência, pelo consumismo. Consome-se coisas, pessoas e relações. Os amigos são lembrados apenas quando se precisa e as relações são trocadas por um click no teclado. Os valores éticos e morais foram soterrados pela ganância, pela corrupção, pelas maracutaias, pelo individualismo. Estes valores supérfluos, imorais tornaram-se letais, mortais: são a essência do conteúdo do mundo, ‘imundo’, onde vivemos.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento