Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 34 de 167)

25 de janeiro – Conversão do apóstolo Paulo

Conversão do apóstolo Paulo, Fra Angelico

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, os perigos, a espada? De acordo com o que está escrito: por sua causa somos mortos todos os dias, fomos reputados como ovelhas para abate. Mas em todas estas coisas nos esforçamos pela graça d’Aquele que nos amou. Eu estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos, nem os poderes, nem coisas presentes, nem o futuro, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus por nós em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8, 35-39).

O Senhor é paciente e a sua graça se manifesta de muitas maneiras e em muitos lugares. Ele esperou Saulo no caminho de Damasco para mudar seu coração e torná-lo Santo e um de seus Apóstolos mais fiéis; abraçou-o com sua Luz e sua Voz enquanto ele galopava rumo à cidade, onde se refugiavam muitos cristãos, que o Sumo Sacerdote o havia autorizado a expulsar.

Fariseu de nascimento e defensor da ortodoxia

Saulo era judeu, pertencente à seita dos fariseus, a mais rigorosa. Por isso, para ele, que se formou na escola de Gamaliel, era muito natural transformar a mais fiel observância da lei mosaica na mais terrível perseguição dos primeiros cristãos. Depois de expulsá-los de Jerusalém, decidiu expulsá-los até de Damasco, onde haviam se escondido. O Senhor o esperava bem ali.

Encontro com Jesus

Ao cair do cavalo, Saulo teve medo daquela força misteriosa e perguntou: “Quem é você?”. E ouviu: “Aquele Jesus que você persegue”. E perguntou ainda: “Senhor, o que quer que eu faça?”. E lhe respondeu de novo: “Vá a Damasco e lá lhe mostrarei a minha vontade”. Assim, cego e mudo, mas com espírito renovado, chegou a Damasco, onde ficou três dias em jejum e oração constante, até a chegada do sacerdote Ananias – outro Santo que a Igreja também celebra hoje – que o batizou no amor de Cristo e lhe deu, novamente, não apenas a visão dos olhos, mas também a do coração.

Evangelização no caminho

Paulo começou a sua pregação precisamente em Damasco, para depois continuar em Jerusalém. Ali, encontrou-se com Pedro e com os outros apóstolos. No início, os apóstolos estavam desconfiados, mas, depois, o acolheram entre eles e lhe falaram longamente sobre Jesus.

Em seguida, Paulo voltou para Tarso, sua cidade natal, onde continuou sua obra de evangelização, defrontando-se sempre com a perplexidade de muitos, judeus e cristãos, pela sua mudança de vida.

Por fim, Paulo deixou Tarso e se deslocou para Antioquia, onde manteve contato com a comunidade local. Ele foi o primeiro e verdadeiro missionário da história, que sentiu a necessidade de levar a Palavra a todos os povos. Desde então, ninguém pôde separá-lo do amor de Cristo.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 22 jan. 2024.

Fafá de Belém manifesta apoio firme ao Padre Julio Lancellotti: “Não PASSARÃO!”

A renomada artista brasileira Fafá de Belém demonstrou um firme respaldo ao Padre Julio Lancellotti, notório por seu compromisso na proteção dos mais vulneráveis. Em um comentário na publicação de apoio ao Padre Julio no perfil do Instagram da Página Katholikos, Fafá proferiu de maneira incisiva: “Não PASSARÃO!“, dirigindo-se àqueles que buscam minar a credibilidade do Padre Julio por meio de falsidades.

O comentário da artista surge em meio a uma onda de ataques e críticas direcionadas ao religioso, que há anos se destaca por seu trabalho social nas periferias de São Paulo. O Padre Julio Lancellotti tem sido alvo de manifestações contrárias devido às suas posições progressistas e à sua atuação em prol dos direitos humanos.

Fafá de Belém, conhecida não apenas por sua voz marcante, mas também por sua atuação em causas sociais, fez questão de expressar seu repúdio aos que atentam contra o Padre Julio. A mensagem da cantora ecoa a solidariedade de muitos que admiram o trabalho do religioso e repudiam qualquer forma de perseguição.

A sociedade civil tem se mobilizado em defesa do Padre Julio Lancellotti, destacando a importância de sua atuação em áreas marginalizadas da cidade. Enquanto a polêmica persiste, a voz de Fafá de Belém se junta a um coro crescente que clama por respeito, tolerância e apoio àqueles que dedicam suas vidas em prol do bem comum.

Mauro Nascimento

24 de janeiro – São Francisco de Sales, bispo de Genebra, doutor da Igreja, Padroeiro da Imprensa Católica

São Francisco de Sales, Francisco Bayeu y Subìas

Francisco nasceu em Thorens-Glières, França, em uma nobre e antiga família de Barões de Boisy, na província de Savoia. Estudou nos melhores colégios franceses e, para satisfazer o sonho de seu pai de seguir a profissão de Jurisprudência, estudou Direito na Universidade de Pádua, onde amadureceu certo interesse pela teologia. Ao formar-se, com o máximo das notas, regressou à França, em 1592, onde se escreveu na Ordem dos Advogados. Porém, seu grande desejo era ser padre, tanto que, no ano seguinte, em 18 de dezembro, foi ordenado sacerdote, com 26 anos de idade. Três dias depois, celebrou sua Primeira Missa. Nomeado arcipreste do Capítulo da Catedral de Genebra, Francisco manifestou seus dons zelo e caridade, diplomacia e equilíbrio.

Com o agravar-se do Calvinismo, ofereceu-se como voluntário para evangelizar a região de Chablais. Nas suas pregações, em busca do diálogo, depara-se com portas fechadas, neve, frio, fome, noites ao relento, emboscadas, insultos e ameaças. Então, aprofundou a doutrina de Calvino, para compreendê-la melhor e explicar as diferenças com o credo católico. Ao invés de recorrer só à pregação e ao debate teológico, criou um sistema de publicação, ou seja, fixar em lugares públicos ou levar de porta em porta folhetos impressos, com a explicação das verdades da fé, de modo simples e eficaz. As conversões não foram muitas, mas cessaram as hostilidades e os preconceitos contra o catolicismo.

A seguir, Francisco estabeleceu-se em Thonon, capital de Chablais, onde se dedicou, entre outras coisas, às visitas aos enfermos, às obras de caridade e aos encontros pessoais com os fiéis. Depois, pediu sua transferência para Genebra, cidade símbolo da doutrina Calvinista, com o desejo de atrair muitos fiéis para a Igreja católica.

Episcopado em Genebra e encontro com Francisca de Chantal

Em 1599, Francisco foi nomeado Bispo coadjutor de Genebra e, após três anos, a diocese passou completamente sob seus cuidados, com sede em Annecy. Ali, entregou-se totalmente, sem reservas: visitas às paróquias, formação do clero, reorganização dos mosteiros e conventos, maior dedicação à pregação, às catequeses e às iniciativas para os fiéis; com seu catecismo em forma de diálogo e sua perseverança e doçura na direção espiritual, conseguiu várias conversões.

Em março de 1604, durante uma pregação quaresmal em Dijon, conheceu Joana Francisca Fremyot de Chantal, com a qual instaurou uma grande amizade e uma profunda direção espiritual epistolar. Em 1608, dedicou-lhe um livro intitulado Filotea ou Introdução à vida devotaFilotea era o nome ideal de quem ama ou quer amar a Deus. Francisco escreveu este volume para resumir, em modo conciso e prático, os princípios da vida interior e ensinar a amar a Deus, com todo o coração e com todas as forças, na vida diária. Sua intenção era dar uma formação, plenamente cristã, a quem vivia no mundo e tinha tarefas civis e sociais. Esta sua obra teve um grande sucesso!

Fundação da Congregação da Visitação

A longa e intensa colaboração entre Francisco e Joana produziu grandes frutos espirituais, entre os quais a fundação da Congregação da Visitação de Santa Maria, em 1610, em Annecy, com a finalidade de visitar e socorrer os pobres.

Oito anos mais tarde, a Congregação tornou-se Ordem Contemplativa e as monjas foram chamadas Visitandinas. Francisco escreveu suas Constituições, inspiradas na regra de Santo Agostinho. No entanto, Joana de Chantal acrescentou-lhe a determinação de que as religiosas se dedicassem também à educação e instrução das crianças, especialmente de famílias abastadas.

Em 1616, Francisco escreveu Teotimo ou Tratado do amor de Deus, uma obra de extraordinário conteúdo teológico, filosófico e espiritual, como uma longa carta ao amigo “Teotimo” sobre a vocação essencial de cada homem: “viver é amar”. O texto indicava os melhores meios para um encontro pessoal com Deus.

Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lyon, com a idade de 52 anos. No ano seguinte, seus restos mortais foram trasladados para Annecy.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 22 jan. 2024.

24 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Tudo na vida é fruto do que plantamos, se nos esforçamos por algo, colheremos os frutos valiosos da gratidão, mas se agirmos de forma a nos prejudicar ou a prejudicar alguém, colheremos as dores inevitáveis das ações mal feitas. Por isso, a cada passo dado nossa colheita será inevitável, não há como passar pelo caminho da desonestidade, do egoísmo e do orgulho sem receber de volta a ingratidão, o desalento e a tristeza. Somos todos agricultores da nossa vida, por isso a importância de refletirmos sempre sobre o que estamos proporcionando àqueles que encontramos pelo caminho, nada fica em vão aos olhos de Deus, Ele tudo sabe, tudo vê, se hoje fazemos algo fora das leis de Deus podemos não sentir neste exato momento as consequências, mas em algum momento seremos cobrados pelo erro cometido, injusto?… Não, apenas a vida seguindo o ciclo do certo e do errado, cabe a nós reconhecermos os pontos fracos que nos afligem e corrigi-los antes que sejamos cobrados através da dor. ‘Tudo podemos fazer, mas nem tudo nos é lícito’, porque somos donos do livre arbítrio e temos toda responsabilidade sobre nossas ações. E neste momento que a plantação está sendo feita, vejamos se estamos fazendo certo, se estamos colocando o amor em tudo, se a caridade é uma constante ou se estamos nos utilizando da humildade para mais adiante não reclamarmos do tipo de colheita que estamos recebendo.”

Monsenhor André Sampaio

23 de janeiro – Monsenhor André Sampaio

“Quem tem fé, não se abate ante noite escura.

Quem confia, não se desespera na convulsão.

Quem ama, não se debate na desconfiança.

Quem crê, não se tortura na incerteza.

Quem espera, não se atira nos braços da aflição.

Quem serve, não se gasta com a ingratidão.

Quem é gentil, não aguarda entendimento.

Quem é puro, não se revolta com as calúnias.

Quem tem determinação, não se abate facilmente diante das dificuldades…”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento