Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 26 de 167)

13 de fevereiro – Beato Jordão da Saxônia, presbítero dominicano

Beato Jordão da Saxônia, Fra Angelico

“Recomendei-lhe a pobreza, a caridade e a humildade para que, por meio destas três virtudes, pudesse obter as verdadeiras riquezas, delícias e honras, com a ajuda daquele que é um forte suporte, Nosso Senhor Jesus Cristo” (Carta à Beata Diana de Andaluzia).

“Viva honestamente, ame, ensine”: assim Jordão resumia a sua regra de vida, que, depois, se tornou Regra dos Dominicanos, na esteira do seu Fundador, que queria que seus frades “se dedicassem à oração, ao ensino e à pregação”.

Vocação da pregação

Natural de Vestefália, sabe-se pouco sobre a vida de Jordão ou Jordano até quando, em 1219, conheceu São Domingos em Paris: ele o escolheu como seu confessor e começou a estudar para o Diaconato.

No ano seguinte, recebeu o hábito dominicano e, logo, se destacou pelas suas habilidades de oratória; iluminadas pelo amor da salvação das almas e pela mensagem do Evangelho, elas o colocam à vontade, tanto entre os pobres como entre os estudantes universitários.

Frei Jordão viajou muito, mesmo depois de ser nomeado provincial da Lombardia: participou de Capítulos, mas, sobretudo, levou a todos a Palavra, durante 20 anos, até perder suas forças.

A Ordem tão amada!

A firme fé e a santa vida de Frei Jordão levaram muitas almas para a sua Ordem: o número dos frades passou de trezentos para quatro mil; as casas, de trinta para trezentas.

Jordão trabalhou para publicar as primeiras Constituições Dominicanas, dando impulso às missões, à administração dos Sacramentos e tutelando o direito de sepultar os frades nas igrejas dominicanas. Esforçou-se para defender o caráter universal da Ordem e sua independência contra as interferências do clero local; graças a ele, as monjas Dominicanas também foram juridicamente inseridas na Ordem, segundo o expresso desejo do Fundador.

Na esteira de São Domingos

Frei Jacinto, o aluno favorito de São Domingos, foi escolhido como seu sucessor. De fato, ainda hoje, o Beato é o intérprete mais autêntico da espiritualidade do Fundador, especialmente dedicado à oração e à devoção a Maria. Com ele tinha também em comum a mansidão: corrigia seus irmãos com bondade, mais do que com o rigor e a disciplina; ele os ouvia, consolava, encorajava até mesmo por meio de cartas, quando não podia estar presente fisicamente. Trata-se de uma espiritualidade muito simples, composta da união com Deus e a imitação de Cristo e da aceitação das tribulações, como instrumento de purificação e meditação da Paixão de Jesus; ele nunca se descuidava da prática das virtudes cristãs e da sua doação a todos, especialmente aos amados pobres. De fato, dizia: “É melhor perder o saio religioso que a piedade”.

Ao se aproximar do fim da sua vida, conseguiu até ver a trasladação dos restos mortais de São Domingos para um sepulcro digno e, no ano seguinte, também a sua Canonização pelo Papa Gregório IX.

O naufrágio em Acra

O navio em que viajava, ao voltar de uma peregrinação à Terra Santa, naufragou em Acra, atual Akron. Ao saber da notícia, os frades da comunidade local foram imediatamente socorrê-lo, mas encontraram seu corpo inundado por uma cruz de luz e o sepultaram em sua igreja. No entanto, seus restos mortais foram dispersos após a invasão dos turcos.

No dia da sua morte, a futura Santa Lugarda teve uma visão de Jordão no céu, entre os Apóstolos e os Profetas.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 12 fev. 2024.

13 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“Apesar de ser uma atitude difícil de exercer mas é muito importante ter e ser paciente nas situações do dia a dia e na vida em geral. A paciência pode e deve ser adquirida, basta começar a exercê-la nas mais diversas situações. Ela evita atitudes impulsivas e, atitudes que talvez, façam você se arrepender. Respeite seu próprio tempo e com certeza a paciência trará benefícios para sua vida. Uma boa dose de paciência só lhe fará bem!”

Monsenhor André Sampaio

12 de fevereiro – Santa Eulália

Eulália é uma jovem mártir espanhola. Nos mosaicos de Santo Apolinário Novo de Ravena ela aparece entre duas outras virgens e mártires, Inês e Cecília. Há um pouco de confusão quanto a possível existência de mais de uma Eulália.

Eulália nasceu nas proximidades da cidade de Barcelona, no ano 290. Pertencia a uma família da nobreza espanhola e seus pais viviam numa vasta propriedade na periferia daquela movimentada corte. Cobriam a menina Eulália com todo amor, carinho e mimos, quase sufocando a pequena que já na tenra idade resplandecia em caráter.

Humilde, sábia, prudente e muito inteligente era a caridade em pessoa. Dedicava um extremo amor a Jesus Cristo, para o qual despendia muitas horas do dia em virtuosas orações. Costumava ficar no seu modesto quarto, reunida com suas amiguinhas, entoando cânticos e hinos de louvor ao Senhor, depois saiam para distribuir seus melhores pertences às crianças pobres das imediações, que sempre batiam à sua porta.

Entrou para a adolescência, aos treze anos, no mesmo período em que chegava à Barcelona a notícia da volta à terrível perseguição contra os cristãos, decretada para todos os domínios do Império. Quando os sanguinários dos imperadores romanos Diocleciano e Maximiano, souberam da rápida e veloz propagação da fé cristã, nas longínquas terras espanholas, onde até então era rara esta fé, decidiram e mandaram o mais cruel e feroz de seus juízes, chamado Daciano, para acabar com aquela “superstição”.

Temendo pela vida de Eulália, seus pais decidiram leva-la para uma outra propriedade mais afastada, onde poderia ficar longe dos soldados que andavam pelas ruas caçando os cristãos denunciados.

Eulália considerou covardia fugir do poder que exterminava os irmãos cristãos. Assim, altas horas da noite e sem que sua família soubesse, fugiu e se apresentou espontaneamente ao temido juiz, como cristã. Consta inclusive que teria dito: “Querem cristãos? Eis uma”.

Como queria, na impetuosidade da adolescência, foi levada a julgamento. Ordenaram novamente que ela adorasse um deus pagão, dando-lhe sal e incenso, para que depositasse ao pé do altar. Eulália, ao invés, derrubou a estátua do deus pagão, espalhando para longe os grãos de incenso e sal. A sua recusa a oferecer os sacrifícios deixou furioso Daciano, que mandou chicoteá-la até que seu corpo todo ficasse em chagas e sangrando. Depois foi queimada viva com as tochas dos carrascos. Era 12 de fevereiro de 304.

Seu corpo foi sepultado na igreja de Santa Maria das Arenas, mais tarde destruída durante um incêndio. Mas suas relíquias se mantiveram intactas e foram ocultadas durante a dominação dos árabes muçulmanos, quando o culto cristão era proibido.

O culto à Santa Eulália foi mantido principalmente em Barcelona onde é muito antigo. De lá, acabou se estendendo por toda Espanha atravessando as fronteiras, para além da França, Itália, África enfim atingiu todo o mundo cristão, oriental e ocidental. Ela costuma ser festejada na diocese de Mérida em 10 de dezembro, cidade de seu martírio. Santa Eulália é co-padroeira da cidade de Barcelona, ao lado da Virgem das Mercês.

Fonte: Franciscanos. Acesso em: 05 fev. 2024.

12 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

“Que você tenha:

Sensibilidade para não ficar indiferente diante das belezas da vida.

Coragem para colocar a timidez de lado e poder realizar o que tem vontade.

Solidariedade para não ficar neutro diante do sofrimento da humanidade.

Tranquilidade para quando chegar ao fim do dia, poder deitar e dormir o sono dos anjos.

Alegria para distribuir, colocando um sorriso no rosto de alguém.

Amor próprio para você perceber suas qualidades e gostar do que vê por dentro.

Felicidade para você descobri-la dentro de você e doar a quem precisa.

Amizade para sentir que, quem tem um amigo, tem um tesouro.

Esperança para fazer você acreditar na vida e se sentir uma eterna criança.

Sabedoria para entender que o bem e o mal existem, o resto é ilusão.

Desejos para alimentar o corpo e dar prazer ao espírito.

Sonhos para alimentar a sua alma (sempre).

Amor para você desejar tocar uma estrela, sorrir pra lua.

Sentir que a vida é bela, andando pela rua.

Para descobrir que existe um sol dentro de você.

Para se sentir feliz a cada amanhecer e saber que o amor é a grande força!

Fé para te guiar, te sustentar e te manter de pé.”

Monsenhor André Sampaio 

11 de fevereiro – Monsenhor André Sampaio

LIVRAI-NOS DO MAL 

“A metafísica, quando fala do mal, diz que ele existe e não existe. Ele existe na medida em que vejo o sofrimento ao meu redor, o mal que me toca, etc. Por outro lado, a metafísica diz que ele não é uma coisa no mundo, no sentido que não é uma substância.

Os padres da igreja, especialmente Santo Agostinho, constatam que o mal é a ausência do bem. O mal é a constatação de uma falta, de um não ser. De maneira mais exata, poderíamos dizer que se trata de uma privação. Usando uma metáfora, poderíamos dizer que o mal é como um buraco: como descrever um buraco se em relação ao todo que o buraco representa. O buraco em um tecido só existe na medida em que é uma falha do tecido.

Aplicando essa imagem ao mal, ele existe somente na medida em que é ligado ao bem, isto é: ele é uma privação do bem. Por isso, poderíamos dizer que ele vem sempre em segundo lugar.

O contrário nunca é a mesma coisa: o bem não pode ser definido em relação ao mal, mas em relação a si mesmo. O bem tem uma primazia sobre o mal. Fica evidente se compararmos o cego com a visão. O cego sofre a privação da vista, sendo essa o bem primeiro, que permite definir o mal através do contraste.

Nos ajudam a pensar as palavras de Santo Irineu de Lyon:

‘A visão não seria tão desejável para nós se não soubéssemos que grande dano é a cegueira; a saúde também se torna mais preciosa pelo julgamento da doença, assim como a luz pelo contraste entre a escuridão e a vida pela morte. Assim, o reino celestial é mais precioso para aqueles que conhecem o da terra; e quanto mais precioso for, mais vamos amá-lo’.

A  metafísica sem dúvida nos ajuda a entender o mal de maneira genérica e também em relação à religião. Mas o mal do qual pedimos que Deus nos livre na oração do Pai-Nosso é bem conhecido das Escrituras: é o Maligno, com letra maiúscula, o demônio, uma realidade mais forte que o homem, que está na origem do mal. A potência dessa criatura é a razão pela qual, às vezes, parece que o mal vence a humanidade.

Jesus, através de sua cruz e sua ressurreição, nos livra desse mal. Rezemos incessantemente pedindo a Deus que nos livre do mal.”

Monsenhor André Sampaio

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Por Mauro Nascimento