Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 161 de 168)

Da competição à colaboração: a sinodalidade como um novo modelo de relacionamento

“Sinodalidade é passar do eu para o nós” (Nathalie Becquart – subsecretária do Sínodo dos Bispos).

O conceito de sinodalidade tem sido cada vez mais discutido dentro da Igreja Católica, especialmente desde o pontificado do Papa Francisco. Em sua essência, sinodalidade significa caminhar juntos, em comunhão, buscando a escuta mútua e a tomada de decisões em conjunto.

Como bem disse Nathalie Becquart, sinodalidade é passar do eu para o nós. Isso significa deixar de lado o individualismo e o egoísmo que muitas vezes nos dominam a olhar para o outro, para a comunidade, para a coletividade. É reconhecer que não somos seres isolados, mas seres que dependem uns dos outros para existir e prosperar.

Ao adotarmos a sinodalidade em nossas vidas, estamos abrindo espaço para o diálogo e o consenso, para a construção de um projeto comum. Estamos dizendo não à imposição de ideias e à tirania do mais forte, e sim ao respeito pelas diferenças e ao valor da diversidade.

No entanto, é preciso reconhecer que a sinodalidade não é algo fácil de ser praticado. Requer humildade, paciência, disposição para ouvir e aprender. Requer, acima de tudo, uma profunda conversão interior, uma mudança de mentalidade que nos leve a ver o outro como um irmão, um parceiro, e não como um adversário.

Mas é exatamente essa mudança de mentalidade que a sinodalidade nos convida a fazer. É um convite para sairmos de nós mesmos, de nossas zonas de conforto e de nossas certezas, e nos abrirmos para o outro, para a coletividade. É um convite para vivermos em comunhão, em fraternidade, em solidariedade.

Por isso, é tão importante que a sinodalidade não seja apenas uma palavra bonita ou uma teoria abstrata, mas algo que se traduza em práticas concretas, em gestos e atitudes que expressem essa nova mentalidade. E que, aos poucos, essa mentalidade se torne uma cultura, uma forma de vida, uma expressão da identidade cristã.

Em resumo, sinodalidade é passar do eu para o nós. É um convite para construir juntos um mundo melhor, mais justo, mais fraterno. Um convite que, se acolhido, pode transformar não apenas a Igreja, mas toda a sociedade.

Mauro Nascimento

Referência:

Nathalie Becquart: «Sinodalidad es pasar del yo al nosotros». Acesso em: 20 abr. 2023.

20 de abril – Monsenhor André Sampaio

“A vida sempre oferece duas opções. Se não há uma segunda porta, pode apostar que existe uma janela, ou um telhado que se possa abrir. Por isso, você pode contemplar uma rosa, sentir seu perfume inigualável, perder-se com a beleza das cores, e deixar-se levar pela magia das flores. Ou sentir o espinho e reclamar da dor, lamentar as folhas arrancadas. Pode chorar por não ter recebido mais rosas, ou ainda hoje, oferecer uma para alguém… Mesmo diante da noite mais escura, podemos acender um mísero fósforo e iluminar a rua. Diante da dor mais profunda, podemos confortar com um gesto, uma palavra. Perto do fim, podemos encontrar o nosso começo, e onde tudo parecer impossível, nos resta o encontro divino com a fé, onde Deus, que habita em nós, responde, Filho, Eu estou aqui, Eu sou o Amor.

Duas escolhas, sempre!!!

Que o amor seja sempre a sua primeira escolha.”

Monsenhor André Sampaio

19 de abril – Monsenhor André Sampaio

“Os obstáculos surgem em nossas vidas para reavivar nossa fé em Deus, que não nos abandona jamais. Que testa sim nossa capacidade de luta e empenho. É um desafio que deve ser vencido, sem merecimento, sem que o desânimo amanheça conosco, mesmo quando nossos esforços forem vistos com indiferença, existirá sempre uma força divina, que nos livrará das aflições, tornando-nos muito mais fortes. Pra tanto basta percebemos que quando o Sol nasce dá um espetáculo muito especial, enquanto nós continuamos adormecidos e nunca por isso ele deixou de nascer. É tempo de acreditarmos que nunca se está só em nenhum momento, Deus está conosco!”

Monsenhor André Sampaio

19 de abril – Santo Expedito

Não se sabe muito sobre este santo, martirizado em Melitene, Armênia, no século III, junto com Elpídio e Hermógenes. Ele é representado com roupas militares, enquanto esmaga um corvo, que grita ‘amanhã’ ou com uma cruz ou relógio, que indica ‘hoje’. Por isso, é invocado para causas urgentes.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 18 abr. 2023.

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Por Mauro Nascimento