Catolicismo de maneira inclusiva

Autor: Katholikos (Página 107 de 168)

02 de agosto – Monsenhor André Sampaio

“Nem a tristeza, nem a desilusão, nem a incerteza, nem a solidão…

Nada me impedirá de sorrir…

Nem o medo, nem a depressão, por mais que sofra meu coração…

Nada me impedirá de sonhar…

Nem o desespero nem a descrença, muito menos o ódio ou alguma ofensa…

Nada me impedirá de viver…

Mesmo errando e aprendendo, tudo me será favorável…

Para que eu possa sempre amar, preservar, servir, cantar, agradecer, perdoar, recomeçar…

Quero viver o dia de hoje, como se fosse o primeiro, como se fosse o último, como se fosse o único…

Quero viver o momento de agora, como se ainda fosse cedo, como se nunca fosse tarde…

Quero manter o otimismo, conservar o equilíbrio e fortalecer a minha esperança…

Quero recompor minhas energias para prosperar na minha missão, e viver alegremente todos os dias…

Quero caminhar na certeza de chegar…

Quero lutar na certeza de vencer…

Quero buscar na certeza de alcançar, quero saber esperar para poder realizar os ideais do meu ser…

Enfim, quero dar o máximo de mim, para viver intensamente e maravilhosamente, TODOS OS DIAS DA MINHA VIDA!”

Monsenhor André Sampaio

01 de agosto – São Pedro Fabro, presbítero jesuíta

São Pedro Fabro (© Compagnia di Gesù)

Pedro Fabro era um homem muito devoto, – embora esta sua atitude não suscite, hoje, muito interesse, – mas era admirado, no seu tempo, por ser uma pessoa de caráter humano e espiritual não comum. Desde há 500 anos, Pedro Fabro é considerado “apóstolo” do Evangelho, do Papa e do carisma nascente dos Jesuítas, que propagou por todos os lugares e em suas muitas viagens.

Inácio, o Papa e Lutero

Inácio Fabro estudou em Paris e foi professor, por dois anos, na Universidade “La Sapienza” de Roma. No entanto, a sua doutrina era apropriada tanto para os cultos quanto para os analfabetos. Para ele não fez muita diferença deixar o prestígio acadêmico para dar catecismo, a pedido do Papa, no interior da região italiana de Parma. Não fez também nenhuma diferença, mais tarde, a obedecer ao Papa, que o enviou à Alemanha como ponte de diálogo entra a Igreja e o protestantismo de Lutero.

Fabro foi um jesuíta apaixonado pelo novo estilo de vida inaugurado por Santo Inácio, tornando-se o primeiro sacerdote da Companhia, em maio de 1534.

Em 15 de agosto do ano seguinte, com o fundador da Ordem dos Jesuítas e outros cinco companheiros, fez o famoso voto em Montmartre: viver em pobreza e ir a Jerusalém, estando sempre à disposição do Papa.

Sempre em viagem

A guerra entre Turcos e Venezianos impediu a sua peregrinação; assim, aquele primeiro núcleo da futura Ordem esteve à disposição do Papa Paulo III, que os destinou às mais variadas funções.

Pedro Fabro era um homem dinâmico e inquieto, engrandecido pelo seu contato com o Evangelho; concentrou todo este seu capital enérgico na ação missionária, que dele se apoderava. Então, viajou pela Europa rezando, pregando Exercícios Espirituais, visitando mosteiros. Contudo, toda esta sua dedicação e resistência acabou por afetar sua saúde. Por isso, Pedro Fabro foi obrigado a voltar para a Cidade Eterna, em 17 de julho de 1546, onde o aguardava uma última e grande missão: oferecer sua contribuição para a discussão sobre o diálogo, no Concílio de Trento, com o qual a Igreja pretendia responder à Reforma de Lutero. Porém, Pedro Fabro adoeceu e morreu em Roma, no dia primeiro de agosto de 1547.

Seu Memorial

A beleza e riqueza espirituais de Pedro Fabro estão condensadas, em espanhol e em latim, no seu “Memorial”, – uma espécie de diário espiritual, – que, junto com o seu Epistolário, enaltece a grandeza da sua fé e seu estilo genuíno de vida cristã.

Fonte: Vatican News. Acesso em: 31 jul. 2023.

01 de agosto – Monsenhor André Sampaio

O CORAÇÃO SE ADESTRA NÃO COM O TER, MAS COM O DAR

“Antes de tudo, dar. Hoje se pensa logo em ter. Muitos vivem com o único propósito de possuir o que gostam. Mas nunca estão satisfeitos, porque quando você tem uma coisa, você quer outra e depois outra, e assim por diante, sem fim. Não há saciedade no ter. O ter demais causa mais fome, mais desejo de ter, sem encontrar aquilo que faz bem ao coração. O coração se adestra não com o ter, mas com o dar. O ter torna o coração pesado, o faz mundano. O doar o faz leve. É um treinamento de todos os dias!”

Monsenhor André Sampaio

Reflexões sobre a frase de Elis Regina: “ninguém faz nada certo na hora errada”

Ao proferir a famosa frase “[…] ninguém faz nada certo na hora errada […]” (Jogo da Verdade – TV Cultura, 05/01/1982), Elis Regina trouxe à tona uma reflexão profunda sobre a natureza humana e a importância do tempo em nossas vidas. Essa afirmação nos convida a refletir sobre a sincronia que deve existir entre nossas ações e as circunstâncias em que nos encontramos.

A vida é composta por uma infinidade de escolhas e decisões que tomamos diariamente. Em cada momento, somos confrontados com a necessidade de fazer escolhas que afetarão não apenas o nosso futuro, mas também o presente e as pessoas ao nosso redor. No entanto, nem sempre acertamos nesses momentos cruciais.

A ideia de que ninguém faz nada certo na hora errada sugere que, embora possamos ser capazes de reconhecer o que é certo e desejável, nem sempre somos capazes de agir de acordo com essa percepção. Podemos ter os melhores planos e intenções, mas se não os colocarmos em prática no momento adequado, corremos o risco de perder oportunidades e enfrentar consequências indesejáveis.

A importância do tempo na realização de nossos objetivos é inegável. A vida é uma sucessão de momentos, cada um com sua própria relevância e potencial. Portanto, é essencial estarmos atentos ao ritmo da vida e aos sinais que ela nos apresenta. Às vezes, a ação precisa ser adiada para permitir um amadurecimento interno ou para que as circunstâncias externas se alinhem da maneira correta.

Entretanto, também é importante reconhecer que a ideia de “certo” e “errado” pode ser subjetiva. O que é certo para uma pessoa pode não ser para outra. Portanto, a frase de Elis Regina nos leva a considerar não apenas o momento certo para agir, mas também a natureza dos nossos próprios valores e aspirações.

Além disso, não podemos ignorar o fator da imperfeição humana. Somos seres falíveis, propensos a erros e equívocos. Nem sempre somos capazes de tomar as decisões corretas ou agir da maneira que gostaríamos. No entanto, é nesses momentos de falha que podemos aprender e crescer, adquirindo sabedoria e maturidade ao longo do caminho.

Portanto, a frase de Elis Regina nos convida a refletir sobre a importância da sincronicidade entre a ação e o tempo, e também sobre a nossa capacidade de reconhecer e buscar o que é verdadeiramente importante em nossas vidas. Somente quando estamos alinhados com esses elementos, somos capazes de realizar nossos objetivos de maneira satisfatória e significativa.

Mauro Nascimento

A “Terceira Provação”: momento final da formação jesuíta

Após alguns anos exercendo o apostolado como padre ou irmão, os jesuítas concluem a última etapa de formação, conhecida como a Terceira Provação. Nesse momento, os jesuítas são convidados a mergulhar novamente na profundidade da experiência dos Exercícios Espirituais de trinta dias e no estudo da espiritualidade e do carisma da Ordem religiosa.

Os Exercícios Espirituais são um conjunto de práticas de oração e meditação que foram desenvolvidos por São Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus. Os Exercícios são uma experiência profunda de encontro com Deus e com a própria vida. Eles ajudam os jesuítas a discernir o seu chamado e a viver sua missão no mundo.

A espiritualidade jesuíta é baseada no Evangelho e na vida de Jesus Cristo. Os jesuítas buscam seguir Jesus Cristo no seu amor pelos pobres, pelos excluídos e pelos que sofrem. Eles também buscam promover a justiça e a paz no mundo.

O carisma da Companhia de Jesus é a missão de servir a Igreja e ao mundo na educação, na pastoral e na promoção da justiça. Os jesuítas acreditam que a educação é um instrumento poderoso para transformar o mundo. Eles também acreditam que a pastoral é essencial para a evangelização e para o crescimento da fé. Por fim, os jesuítas acreditam que a promoção da justiça é uma responsabilidade de todos os cristãos.

A Terceira Provação é uma etapa importante na formação jesuíta. É um momento de aprofundamento da espiritualidade, do carisma e da missão da Companhia de Jesus. Os jesuítas que concluem a Terceira Provação estão preparados para servir a Igreja e ao mundo com amor, compaixão e justiça.

Sobre a Companhia de Jesus

A Companhia de Jesus é uma ordem religiosa católica fundada por São Inácio de Loyola em 1534. A Companhia de Jesus é uma das maiores ordens religiosas do mundo, com membros em mais de 100 países. Os jesuítas são ativos em diversos campos, como educação, pastoral, promoção da justiça e diálogo inter-religioso.

Mauro Nascimento

Referências:

Etapas de formação. Acesso em: 31 jul. 2023.

Saiba quem são os jesuítas, ordem do papa Francisco. Acesso em: 31 jul. 2023.

 

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Por Mauro Nascimento